Assédio moral, atraso no pagamento, jornada de trabalho extensa, condições insalubres nas fábricas. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos trabalhadores das indústrias do pólo termoplástico do Pólo Industrial de Manaus - PIM. O sindicato que representa a categoria tem recorrido com freqüência à Superintendência do Trabalho e Emprego – SRTE, para fiscalizar as empresas e penalizar com base na legislação trabalhistas aquelas que reincidem nas irregularidades.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Material Plástico de Manaus, Francisco Brito de Freitas, considera esse um dos problemas mais críticos não só da sua categoria profissional, como da maioria das indústrias localizadas no PIM. “Nós recebemos denúncias diariamente de pessoas das fábricas relatando irregularidades de toda ordem”, diz Brito.
No dia 23 de outubro passado, diretores do Sindicato estiveram em uma das empresas, acompanhados pelo titular da SRTE, Dermilson Chagas, para averiguar denúncia apresentada por funcionários de que para atingir as metas de produção, os(as) trabalhadores(as) tinham de fazer horas extras que chegavam a total de 12 horas diárias.
Em outra empresa, funcionários(as) denunciavam que as precárias condições de trabalho colocavam em risco a saúde de cerca de 300 trabalhadores(as). A referida empresa é fabricante de seringas descartáveis.
“Nós continuamos batalhando para fazer com que as empresas respeitem e cumpram a legislação trabalhista e as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho. Não é fácil porque mesmo pagando multas as empresas voltam a cometer as mesmas irregularidades”, diz Francisco Brito. |